Roteiro de seis dias na Chapada dos Veadeiros – Góias

A Chapada dos Veadeiros é um dos principais pontos turísticos em Goiás. Como falamos neste post, o Parque nacional fica a 220 km de Brasília e possui uma infinidade de atrações naturais e algumas delas ainda nem foram mapeadas. Diante de tantas cachoeiras, cânions, rios, trilhas  e mirantes, inicialmente parece ser difícil montar um roteiro para Chapada dos Veadeiros. Tudo isso depende do seu tempo. Ver tuuuudo é humanamente impossível.  Mas com pelo menos 3 dias para conhecer o básico. 

É importante ser flexível: Às vezes aquela cachoeira que você planejou ver está com  água turva por conta da chuva, então vale mais a pena mudar um pouco os planos. O melhor da Chapada é que tudo é tão bonito que não há possibilidade de escolhas erradas e, portanto, é praticamente impossível sair frustrado de lá.

Ficamos seis dias por lá e deu para aproveitar bastante. É um dos destinos que está na minha lista de “ preciso voltar o quanto antes”.  Mas vamos ao roteiro?

Dia 1 – Direto para Cavalcante e a primeira cachoeira da viagem

Chegamos às 5h em Brasília, que fica a 345 km de Cavalcante, nosso primeiro ponto de apoio. Embora dê para ir de ônibus, alugamos um carro o que nos deu muita flexibilidade para fazer os passeios no nosso próprio tempo e sem depender de guia.

A estrada é super tranquila, basta pegar a BR-020 em direção a Formosa e, quando chegar na cidade, pegar a BR-010 indo para Alto do Paraíso e passamos direto até chegar em Cavalcante.

cachoeira poço encantado.png
Cachoeira do Poço Encantado só pra gente ❤ 

Como saímos cedinho, deu para aproveitar o dia em Teresina de Goiás. Escolhemos a Cachoeira do Poço Encantado ( R$ 20), que nesse dia era só nossa. O acesso é por meio de um restaurante, que achei caro e a comida bem mais ou menos. A trilha até lá é bem simples.  Como estávamos cansados da viagem, ficamos por ali relaxando por horas até pegarmos a estrada novamente até Cavalcante.

Uma outra opção para quem sai cedinho é já conhecer a Cachoeira dos Couros,a entrada fica antes de Alto do Paraíso.

Em Cavalcante, ficamos na Pousada Manacá, pertinho do centro. Foi disparado o melhor café da manhã da viagem, preparado por Maria. A cidade é bem pacata e segue um ritmo bem lento, uma delícia para desacelerar. Tem uma pizzaria bem gostosa no centro da cidade, na rua por trás da praça.

Dia 02 –  Cachoeira Santa Bárbara e Capivaras

Escolhemos pernoitar em Cavalcante porque a cidade era a mais próxima da Cachoeira Santa Bárbara. Veja bem, isso não quer dizer que é pertinho e dê para ir a pé: são 28 km e a maior parte da estrada é de terra. Na época que fomos, todas as estradas estavam bem cuidadas e nosso carrinho 2.0 não passou nenhum sufoco por lá

Cachoeira Santa Bárbara, Chapada dos Veadeiros
Cachoeira Santa Bárbara, a mais famosa da Chapada dos Veadeiros

Esta é a única cachoeira onde ter um guia é obrigatório. É possível contratar  em Cavalcante, no Centro de Atendimento ao turista ou direto na comunidade Kalunga, que fica na entrada da trilha. Escolhemos a segunda opção.

Decidimoa fazer a Cachoeira Santa Bárbara e a Capivara. Cada um pagou uma entrada de R$ 20, além da contratação da guia Marli, fofa e super paciente, por R$ 90. O valor foi dividido por dois, mas cada guia pode levar um grupo de até 8 pessoas.

Fizemos uma trilha de 5 km até a Santa Bárbara – aquela queda d’água que tem uma água azul piscina que parece retocada por photoshop. A caminhada exige um esforço médio e vale muito a pena! Sinceramente, foi uma das cachoeiras mais bonitas que vi na vida.

Cachoeira das Capivaras.JPG
Cachoeira das Capivaras, em Cavalcante

Depois de aproveitarmos a Cachoeira por algum tempo, voltamos para comunidade, pegamos o carro e seguimos para a entrada da Cachoeira da Capivara. Já na ida, deixamos o almoço encomendado na comunidade ( R$ 30 por pessoa sem a bebida). Você pode comer o quanto quiser e as opções são fartas: arroz, feijão, tambaqui, galinha caipira, salada e ovos.

A trilha da Cachoeira da Capivara é mais pesadinha e cheia de pedras. Segundo a guia, é bom evitar em dias de chuva, já que existe o risco das pessoas ficarem presas por ali até  a chuva passar.

No final do dia, pegamos a estrada para Alto do Paraíso, onde ficaríamos todos os outros dias.

Dia 03 –  Almécegas I, II e São Bento

Em Alto Paraíso ficamos no hostel Jardim Nova Era, que fica bem no centrinho. A cidade é a “capital” da Chapada dos Veadeiros, possui uma ótima estrutura de hotéis e restaurantes. Acordamos cedo, fomos tomar café e conhecer um pouco do centro.

Almecegas I.png

Reservamos o dia para conhecer  as Cachoeiras São Bento, Almécegas I e Almécegas II, grupo de cachoeiras que ficam na Fazenda São Bento, a 9 km de Alto do Paraíso, indo para São Jorge. A entrada custa R$ 30 por pessoa.

Almécegas II.png

Logo na entrada fica a Cachoeira São Bento, que tem uma água bem escura, mas é super tranquila. Caminhando mais uns 4 km, vc se depara com uma bifurcação para Almecegas I e II. A trilha para primeira cachoeira é mais cansativa, tem partes íngremes e cheias de pedra. Mas a cachoeira é uma das mais bonitas que fomos, vale super a pena. A segunda queda d’agua é super tranquila, tinha inclusive crianças de colo por lá.

Depois disso fomos para São Jorge, a cidade mais alterna da Chapada dos Veadeiros. As ruas são todas de chão batido e tem uma vibe beem roots. A cidade também é a porta de entrada para o Parque Nacional, que não chegamos a ir.

Dia 04 – Vale da Lua e Cachoeira dos Cristais

O plano era ir no dia anterior pois fica no caminho de Almécegas, mas o Vale da Lua estava fechado por conta das chuvas. A entrada custa R$ 20. Para chegar lá é preciso uma caminhada de 600 metros, uma trilha bem simples.

Vale da Lua, Chapada dos Veadeiros.png

O Vale da Lua é uma formação de 600 milhões de anos, e é uma formação rochosa impressionante, em tons de cinza, que lembram as crateras lunares. Na parte de baixo, existem umas fendas com piscinas naturais e, em algumas épocas do ano, uma pequena cachoeira.

Cachoeira dos Cristais.JPG
Véu da Noiva, a última parada da Cachoeira dos Cristais

Tentamos fazer a Cachoeira do Segredo, mas os guias recomendaram não fazer a trilha naquele dia por conta da chuva dos últimos dias. A nossa escolha foi almoçar em Alto Paraíso e dirigir 8 km para conhecer a Cachoeira dos Cristais ( R$ 20). Existe um camping na propriedade e quem a diária dá livre acesso à cachoeira.

São 500 metros de caminhada, basicamente uma descida com vários desníveis. A trilha é relativamente simples e você pode ir parando no caminho, para aproveitar as sete cachoeiras que compõe a Cachoeira dos Cristais: Poço da Vovó, Massagem, Paraíso, Recanto da Paz, Corredeiras, Segredo e Véu da Noiva.

Dia 05 – Cachoeira dos Couros

A Cachoeira dos Couros demanda um dia inteiro. Ela fica a 53 km de Alto do Paraíso, mas 37 km são em estrada de barro, então você vai gastar mais de uma hora. Existem algumas bifurcações no caminho e me perdi algumas vezes, mas deu tudo certo no final.

Cachoeira dos Couros.JPG
Cachoeira dos Couros

Essa é provavelmente a única cachoeira que não tem um preço fixo e você paga o quanto quiser. No meu caso, paguei R$  15. A caminhada de 2 km é tranquila e a paisagem é incrível! Vale cada minutinho na estrada.

Dia 06 – Loquinhas e volta para Brasília

Esse era nosso último dia e acabamos indo em Loquinhas, cachoeira mais próxima do Alto Paraíso. Em seguida, muito à contragosto,  pegamos a estrada de volta para Brasília, mas já planejando voltar 😉

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