O que fazer em Katmandu , a capital do Nepal

 

Para quem decide ir ao Nepal, provavelmente  Katmandu será sua porta de entrada no país. Se você imagina Nepal como um país completamente bucólico, a primeira impressão pode ser um baque.  Katmandu tem um trânsito caótico, bastante poluição e é bem pobre. Ao mesmo tempo, ela é super charmosa, acolhedora, cheia de histórias e as pessoas são incrivelmente gentis.

Definitivamente, este é um dos meus lugares favoritos no mundo. Depois de um mochilão intenso pela Índia, Katmandu me pareceu bem tranquila e até organizada se comparada ao país vizinho. Infelizmente, os vestígios do terremoto de 2015 ainda são bem nítidos em alguns pontos históricos da cidade.

Quanto tempo ficar

Três dias inteiros dá para ver a parte histórica, perder-se pelo thamel, sobrevoar o Everest e conhecer diversos templos.

O que fazer em Katmandu

Durbar Square

Dubar Square, Catmandu
Dubar Square, onde os vestígios do terremoto de 2015 ainda são nítidos

A Durbar Square é o coração de Katmandu e a atração mais famosa da cidade. Ela é considerada uma dos Patrimônios Mundiais pela Unesco. O lugar, na verdade, é relativamente grande e reúne várias construções ligadas por um emaranhado de ruas.

Há relatos de que, desde o século III, diversos reis e governantes decidiram erguer seus castelos por ali. Há cerca de mil anos, o rei Sankharadev achou que seria legal ter uma pracinha na frente do seu palácio. Nos séculos seguintes, a Durbar Square passou por diversas modificações e as últimas construções no lugar foram feitas há 500 anos.

Infelizmente, a Durbar Square, embora ainda impressionante, foi um dos pontos atingidos pelo terremoto e há muitos escombros por lá. Mas ainda vale muito a pena uma visita!

 

Kumari
Kumari, considerada a reencarnação de uma deusa e adorada por hindus e budistas

 

Se antes a Durbar Square era o endereço oficial da família real, hoje ela abriga uma deusa viva, cultuada por hindus e budistas. Conhecida como Kumari Ghar, reencarnação da deusa Durga, O status de divindade, no entanto, não é eterno: assim que tiver sua primeira menstruação, ela torna-se uma mera mortal e outra Kumari, que terá entre 4 e 7 anos, será escolhida.

Monkey Temple

Monkey Temple

O nome oficial é Swayambhunath, mas ele é popularmente conhecido como Monkey Temple (Templo dos Macacos), por conta dos inúmeros bichinhos que ocupam a região. Ele fica bem no alto de uma colina no Vale de Katmandu e o único jeito de chegar lá é por meio de uma escadaria enorme. Haja fôlego! Mas o lugar e a vista fazem o pequeno esforço vale a pena.

Pashupatinath Temple

Pashupatinath Temple
Cerimônias de cremação podem ser vistas de longe

Dedicado à deusa Shiva, este é um dos templos mais sagrados para os hindus no Nepal e um dos mais importantes do mundo. Às margens do rio Bagmati, um dos rios sagrados para a religião, o local é a razão para que diversos idosos se mudem para a região.

Segundo a tradição hindu, quem é cremado ali e tem suas cinzas jogadas no Bagman, irá reencarnar como humano, não importa a cagada pecados que tenha cometido nesta encarnação. Coincidência ou não, o Bagman encontra-se com o rio Ganges, o mais famoso e sagrado rio hindu.

O complexo é bem grande e vale a pena passar uma manhã ou tarde por ali. É possível acompanhar os rituais da cerimônia de cremação. Você também será abordado por alguns homens que se intitulam “Holy Man” ( um tipo de sacerdote) e que vão cobrar por fotos. Claro que de holy eles não têm nada, mas são bem fotogênicos.

Thamel

Thamel,Kathmandu
A deliciosa bagunça do Thamel

Ah, minha parte favorita da cidade e um dos meus lugares favoritos ever! O bairro é um emaranhado de ruelas parecidas, mas cheios de restaurantes, bares, lojinhas de souvenirs, muitos cartazes e fios de postes emaranhados. Os hotéis por ali são muito baratos e certamente ficaria por ali novamente.

Você pode ver opções de hospedagem no Thamel neste link.

Sobrevoando o Everest

O Everest é, sem dúvidas, o cartão postal mais famoso do país. Todos os dias, chegam algumas dezenas de pessoas dispostas a fazer a trilha para o campo base do Everest ou mesmo escalar a montanha mais alta do mundo. Eu sou uma dessas pessoas? Não. Tenho condicionamento físico para isso? Não. Queria ver o Everest? Queria.

Minha opção então foi fazer o booking de um voo de 50 minutos que sobrevoa o Everest. Fiz pela Buddha Air e custou a facada de US$ 170. Pesquisei bastante, mas acabei marcando direto no hotel que fiquei.

Os assentos não são marcados e os melhores lugares ficam no último assento. Os voos saem do aeroporto de Kathmandu, a partir das 6h00, mas é comum que sejam cancelados caso a visibilidade não esteja boa. Consegui na minha terceira tentativa.

Onde Ficar

Como falei acima, fiquei na região do thamel e amei! Minha escolha foi Backyard Hotel. Os quartos são limpos, a equipe é prestativa e o café da manhã era bem gostoso! O único contra era não ter elevador, coisa bem rara por ali, aliás.

Aqui tem uma lista com várias opções de hospedagem cidade.

Transporte

Se você tiver bom senso de direção e não se importar com ausência de sinais de trânsito, é possível alugar uma scooter por cerca de US$ 15 a diária. Também optei por táxis, mas sempre pechinchando muito e fechando o valor antes de iniciar a corrida.

Como chegar

Como contei neste post,  ir direto para o Nepal não sai barato. O ideal é combinar a viagem com outro país asiático que seja mais em conta. No meu caso,  inclui o Nepal no Mochilão com a Índia.

É possível pegar um voo direto de Nova Delhi para Kathmandu, o trajeto dura 1h45 e há voos ida e volta por R$ 511.  Acho a opção mais sensata.

Na ida, eu escolhi ir de ônibus saindo de Varanasi, na Índia. A viagem me custou menos de R$ 70,  mas durou 21h pouco agradáveis, algo que não recomendo.

Mais posts sobre o Nepal:

Dicas básicas de como planejar uma viagem ao Nepal

Pokhara, o paraíso bucólico no Nepal

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